<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Avicultura Inteligente &#187; Manejo e Sanidade</title>
	<atom:link href="http:///avicultura/category/manejo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>/avicultura</link>
	<description>www.aviculturainteligente.com.br</description>
	<lastBuildDate>Mon, 16 Aug 2010 13:26:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Estudo dos fatores que influenciam o peso de pintos de um dia: idade da matriz e peso</title>
		<link>/avicultura/2010/05/23/estudo-dos-fatores-que-influenciam-o-peso-de-pintos-de-um-dia-idade-da-matriz-e-peso/</link>
		<comments>/avicultura/2010/05/23/estudo-dos-fatores-que-influenciam-o-peso-de-pintos-de-um-dia-idade-da-matriz-e-peso/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 May 2010 13:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manejo e Sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[matriz]]></category>
		<category><![CDATA[peso]]></category>
		<category><![CDATA[pinto]]></category>
		<category><![CDATA[um dia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">/avicultura/?p=656</guid>
		<description><![CDATA[A idade da matriz é um dos fatores que influenciam o peso do ovo e consequentemente o peso do pinto de um dia. Sabe-se que matrizes mais velhas tendem a produzir ovos mais pesados (1), porém, é possível a ocorrência de ovos de mesmo peso provenientes de matrizes de idades distintas, bem como, ovos de<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/05/23/estudo-dos-fatores-que-influenciam-o-peso-de-pintos-de-um-dia-idade-da-matriz-e-peso/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Easy AdSense V2.79 -->
<!-- Post[count: 2] -->
<div class="ezAdsense adsense adsense-leadin" style="float:right;margin:12px; "><script type="text/javascript"><!--
google_ad_client = "pub-1213643583738263";
/* 234x60 ezAdsense, created 11/25/08 */
google_ad_slot = "8050392339";
google_ad_width = 234;
google_ad_height = 60;
//-->
</script>
<script type="text/javascript"
src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js">
</script></div><p><img class="alignleft size-full wp-image-659" title="pinto-rambo" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/05/pinto-rambo.jpg" alt="pinto-rambo" width="304" height="352" />A idade da matriz é um dos fatores que influenciam o peso do ovo e consequentemente o peso do pinto de um dia. Sabe-se que matrizes mais velhas tendem a produzir ovos mais pesados (1), porém, é possível a ocorrência de ovos de mesmo peso provenientes de matrizes de idades distintas, bem como, ovos de pesos distintos provenientes de matrizes de mesma idade. Uma vez que o peso do ovo aumenta com a idade da matriz devido ao incremento de gema, enquanto que em um lote de matrizes de mesma idade, ocorre variação no peso do ovo devido ao aumento na proporção de albúmen (2) torna-se necessário esclarecer se ovos de mesmo peso produzidos por matrizes de idades distintas resultarão em pintos de um dia de mesmo peso e qualidade. Desta forma o objetivo deste trabalho foi avaliar o peso dos ovos, de seus componentes e dos pintos de um dia produzidos por matrizes de 29 e 55 semanas.</p>
<p><em>AB Traldi, JFM Menten, AMC Racanicci, PWZ Pereira, PV Rizzo, JAS Pereira<br />
Departamento de Zootecnia – ESALQ/USP. Piracicaba, SP, Brasil</em></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Veja o trabalho: <a class="downloadlink" href="/avicultura/wp-content/plugins/download-monitor/download.php?id=43" title=" downloaded 679 times" >Estudo dos fatores que influenciam o peso de pintos de um dia: idade da matriz e peso do ovo (679)</a></span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>/avicultura/2010/05/23/estudo-dos-fatores-que-influenciam-o-peso-de-pintos-de-um-dia-idade-da-matriz-e-peso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quantos aquecedores eu preciso?</title>
		<link>/avicultura/2010/05/23/quantos-aquecedores-eu-preciso/</link>
		<comments>/avicultura/2010/05/23/quantos-aquecedores-eu-preciso/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 May 2010 12:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manejo e Sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecedores]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[temperatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">/avicultura/?p=635</guid>
		<description><![CDATA[O inverno se aproxima e o frio já está presente em alguns lugares. Os produtores já começam a se preocupar com o aquecimento e os mais cuidadosos vão conferir a vedação do galpão. Sempre surge a dúvida se o sistema de aquecimento existente suprirá as necessidades do inverno. Por isto, seguem algumas dicas de como<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/05/23/quantos-aquecedores-eu-preciso/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O inverno se aproxima e o frio já está presente em alguns lugares. Os produtores já começam a se preocupar com o aquecimento e os mais cuidadosos vão conferir a vedação do galpão. Sempre surge a dúvida se o sistema de aquecimento existente suprirá as necessidades do inverno. Por isto, seguem algumas dicas de como dimensionar o sistema.</p>
<p>O primeiro passo é calcular a quantidade de calor que precisa ser gerada no galpão. Existem 3 fatores a serem considerados.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">1.     Perda de calor por condução</span></p>
<p><strong></strong>Quando um galpão é aquecido a uma temperatura maior que a do ar que o circunda, uma parte do calor escapa para fora através das paredes. A quantidade de calor perdida pode ser calculada de acordo com a seguinte equação:</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Qcondução = U x Asuperfície x ΔT</strong></p>
<p>Onde:</p>
<p>U: coeficiente de transferência de calor que indica a qualidade da vedação do galpão (kW/m2 x °C);<br />
A: área de superfície do galpão exposta ao ar frio (m2);<br />
ΔT: diferença de temperatura entre o interior e o exterior do galpão (°C).</p>
<p><img class="size-full wp-image-637 alignnone" title="aquecedor1" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/05/aquecedor1.jpg" alt="aquecedor1" width="400" height="208" /></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span id="more-635"></span>2.     Perda de calor pela ventilação</span></p>
<p>Um galpão também pode perder muito calor através da ventilação. Isto pode acontecer devido ventilação forçada, ventilação natural e vedação ruim. Podemos realizar o cálculo da seguinte forma:</p>
<p><strong>Qventilação = VR x ΔT x 0,00036</strong></p>
<p>Onde:</p>
<p>VR: taxa de ventilação do galpão (m3/h);<br />
ΔT: diferença de temperatura entre o interior e o exterior do galpão (°C).<br />
O valor 0,00036 é uma constante usada para conversão de volume para massa.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-638" title="aquecedor2" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/05/aquecedor2.jpg" alt="aquecedor2" width="400" height="206" /></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">3.     Incremento calórico proveniente das aves</span></p>
<p>O calor produzido pelos animais também auxilia a manter a carga térmica do galpão. O cálculo é o seguinte:</p>
<p><strong>Qaves = N x W x H</strong></p>
<p>Onde:</p>
<p>N: número de aves alojadas;<br />
W: peso médio das aves (kg);<br />
H: produção de calor específica do tipo e idade da ave por peso.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-636" title="aquecedor3" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/05/aquecedor3.jpg" alt="aquecedor3" width="400" height="194" /></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Requerimento calórico</span></p>
<p>Quando os fatores que influenciam o requerimento calórico são conhecidos, podemos calcular a quantidade de calor necessária para o galpão.</p>
<p><strong>Qtotal = S x (Qcondução + Qventilação  &#8211; Qaves)</strong></p>
<p>Onde:</p>
<p>S: fator de segurança (1 a 4).</p>
<p>É essencial utilizar um fator de segurança porque a maioria dos galpões não são perfeitamente vedados e uma considerável quantidade de calor pode escapar por frestas. Como regra para galpões que utilizam cortinas novas o fator de segurança é 3.</p>
<p>O segundo passo é determinar o tipo de aquecedor a ser utilizado, sendo que os de queima indireta são sempre a melhor opção. Para o cálculo do número de aquecedores, temos:</p>
<p><strong>Número de aquecedores = Qaquecedor/ HO</strong></p>
<p>Onde:</p>
<p>HO: capacidade de aquecimento do aquecedor (kW).</p>
<p>A capacidade dos aquecedores deve ser informada pelos fabricantes. O calor perdido pela ventilação se refere apenas a ventilação mínima. O correto dimensionamento do sistema de aquecimento é importante para garantir o bem estar da ave e uma boa eficiência produtiva.</p>
<p><em>Por Bruno da Silva Pimenta, médico veterinário Munters Brasil.<br />
bruno.pimenta@munters.com.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>/avicultura/2010/05/23/quantos-aquecedores-eu-preciso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ventilação em modos túnel e lateral em galpões avícolas e seus efeitos no conforto térmico, na qualidade do ar e no desempenho das aves</title>
		<link>/avicultura/2010/03/28/ventilacao-em-modos-tunel-e-lateral-em-galpoes-avicolas-e-seus-efeitos-no-conforto-termico-na-qualidade-do-ar-e-no-desempenho-das-aves/</link>
		<comments>/avicultura/2010/03/28/ventilacao-em-modos-tunel-e-lateral-em-galpoes-avicolas-e-seus-efeitos-no-conforto-termico-na-qualidade-do-ar-e-no-desempenho-das-aves/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 15:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manejo e Sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[bem estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[galpões avícolas]]></category>
		<category><![CDATA[índices zootécnicos]]></category>
		<category><![CDATA[poluentes gasosos]]></category>
		<category><![CDATA[Ventilação positiva]]></category>

		<guid isPermaLink="false">/avicultura/?p=610</guid>
		<description><![CDATA[Objetivando avaliar o conforto térmico e a qualidade do ar na produção de frangos, no inverno, proporcionado por dois sistemas de ventilação, modos túnel e lateral, foi conduzido um experimento com frangos de corte da marca COBB, idade entre 18 e 35 dias, em galpões comerciais localizados na região de Barbacena, MG. A caracterização do<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/03/28/ventilacao-em-modos-tunel-e-lateral-em-galpoes-avicolas-e-seus-efeitos-no-conforto-termico-na-qualidade-do-ar-e-no-desempenho-das-aves/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Objetivando avaliar o conforto térmico e a qualidade do ar na produção de frangos, no inverno, proporcionado por dois sistemas de ventilação, modos túnel e lateral, foi conduzido um experimento com frangos de corte da marca COBB, idade entre 18 e 35 dias, em galpões comerciais localizados na região de Barbacena, MG. A caracterização do ambiente térmico foi feita com base na temperatura do ar, umidade relativa, no índice de temperatura de globo negro e na umidade e carga térmica de radiação. A caracterização da qualidade do ar foi feita com base nas concentrações dos gases amônia, monóxido de carbono e dióxido de carbono. E a avaliação de desempenho das aves teve como base o consumo de ração, peso vivo, a conversão alimentar, taxa de mortalidade e eficiência produtiva. Os resultados dos parâmetros térmicos ambientais permitiram concluir que os dois sistemas de ventilação estudados mostraram- se eficientes para manter as aves em condições de conforto térmico no interior dos galpões durante o período estudado, porém com melhores resultados para o sistema de ventilação lateral. Em relação aos gases, concluiu-se que as concentrações mensuradas nos dois sistemas foram inferiores àquelas consideradas de risco à saúde e ao bem estar das aves e dos trabalhadores; contudo, os menores valores foram observados no sistema de ventilação lateral. E quanto ao desempenho das aves, as que foram alojadas no sistema de ventilação lateral, no geral, apresentaram melhores índices.</p>
<p style="text-align: center; "><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="ventilacao_positiva" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/ventilacao_positiva.jpg" alt="ventilacao_positiva" width="380" height="242" /><strong><span style="color: #0000ff;">Sistema de ventilação positiva, transversal.</span></strong></p>
<p style="text-align: center; "><strong><span id="more-610"></span><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter size-full wp-image-612" title="ventilacao_negativa" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/ventilacao_negativa.jpg" alt="ventilacao_negativa" width="450" height="162" /><br />
<strong><span style="color: #0000ff;">Sistema de ventilação positiva, longitudinal (ventilação tipo túnel).</span></strong></p>
<p style="text-align: center; "><strong><span style="color: #0000ff;"><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align: left; ">
<p style="text-align: left; "><strong> </strong></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Pedro Antonio dos Santos1</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Fernando da Costa Baeta2</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ilda de Fátima Ferreira Tinôco2</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Luiz Fernando Teixeira Albino3</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Paulo Roberto Cecon4</div>
<p><strong>Download estudo completo: <a class="downloadlink" href="/avicultura/wp-content/plugins/download-monitor/download.php?id=38" title=" downloaded 1135 times" >Ventilação em modos túnel e lateral em galpões avícolas e seus efeitos no conforto térmico, na qualidade do ar e no desempenho das aves (1135)</a></strong></p>
<p>Revista Ceses &#8211; Mar/Abr 2009<br />
Pedro Antonio dos Santos,  Fernando da Costa Baeta, Ilda de Fátima Ferreira Tinôco, Luiz Fernando Teixeira Albino e Paulo Roberto Cecon</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>/avicultura/2010/03/28/ventilacao-em-modos-tunel-e-lateral-em-galpoes-avicolas-e-seus-efeitos-no-conforto-termico-na-qualidade-do-ar-e-no-desempenho-das-aves/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>“Frango abatido na hora” é uma tradição com os dias contados</title>
		<link>/avicultura/2010/03/20/avicultura-sergipana-ameacada-de-extincao/</link>
		<comments>/avicultura/2010/03/20/avicultura-sergipana-ameacada-de-extincao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 14:11:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Manejo e Sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[avicultura sergipana]]></category>
		<category><![CDATA[extinção]]></category>
		<category><![CDATA[frango vivo]]></category>
		<category><![CDATA[integracao]]></category>

		<guid isPermaLink="false">/avicultura/?p=528</guid>
		<description><![CDATA[AVICULTURA SERGIPANA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO “Frango abatido na hora” é uma tradição com os dias contados A avicultura sergipana é totalmente dependente da venda do “frango abatido na hora”, que geralmente não obedece aos mínimos cuidados higiênico-sanitários. Proibido em alguns estados, esse comércio é cada vez mais restrito, graças à maior rigidez na fiscalização e<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/03/20/avicultura-sergipana-ameacada-de-extincao/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center; "><strong>AVICULTURA SERGIPANA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO<br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="text-decoration: underline;">“Frango abatido na hora” é uma tradição com os dias contados</span></span></strong></h2>
<p><em>A avicultura sergipana é totalmente dependente da venda do “frango abatido na hora”, que geralmente não obedece aos mínimos cuidados higiênico-sanitários. Proibido em alguns estados, esse comércio é cada vez mais restrito, graças à maior rigidez na fiscalização e ao consumidor que está mais consciente preferindo optar pelo frango congelado, </em><em>abatido em frigoríficos devidamente inspecionados e com preços mais atraentes.</em></p>
<p><strong><em>Em Sergipe a produção diária de frango congelado não passa de 8 mil, já na Bahia são processadas pelo menos 260 mil aves por dia.</em></strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><img class="aligncenter size-full wp-image-552" title="chegada_empresa_pernambucana" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/chegada_empresa_pernambucana.jpg" alt="chegada_empresa_pernambucana" width="500" height="271" /></span></p>
<p>Com uma produção predominantemente artesanal, com baixa utilização de tecnologia, Sergipe, que já foi o segundo maior criador do nordeste, desce a ladeira e amarga hoje a sexta colocação, produzindo somente metade da carne de frango que consome.</p>
<p>A apatia e acomodação das empresas locais, satisfeitas com a maior margem de lucro (no curto prazo) obtida pela venda do frango vivo, atividade que não demanda grandes investimentos, aliada a falta de interesse do Governo num setor importante da economia local, responsável pela geração de emprego e renda, são os maiores perigos à continuação da atividade, já que as empresas do sul/sudeste investem alto na região, de olho no enorme mercado consumidor nordestino e da farta disponibilidade de mão-de-obra barata.</p>
<p><span id="more-528"></span>A distância dos centros produtores de milho e soja, matérias-primas à alimentação do frango, sempre foi apontada como um dos entraves para o desenvolvimento da avicultura sergipana. Porém, nem o surgimento de novas fronteiras agrícolas, como a expansão da cultura do milho na região de Simão Dias e o desenvolvimento da soja no oeste baiano, impediram que frangos de outros estados, mesmo tendo o custo com transporte, continuem sendo comercializados com preço inferior aos produzidos localmente, o que impõe a redução das margens ao ponto de em alguns períodos se ofertar o produto quase ao preço de custo.</p>
<p>O estado de Pernambuco, que não é auto-suficiente em milho ou soja, é o maior produtor de frango do norte/nordeste, exportando para vários estados, inclusive Sergipe. Isso é possível graças à união do setor público e privado, que permitiu uma política de constantes investimentos em tecnologia e capacitação profissional, possibilitando economia e redução dos custos através da produção em escala, necessária à avicultura moderna tão pujante e inovadora.</p>
<p><strong>FRANGO CONGELADO X FRANGO VIVO</strong></p>
<p>Na contramão do mercado, que sinaliza para um consumidor mais exigente, optando pelo frango congelado, de melhor qualidade, abatido em frigoríficos inspecionados e com preço mais acessível, a avicultura sergipana segue dependente da venda do frango vivo a pequenos abatedouros que comercializam o “frango abatido na hora”, muitas vezes sem obedecer a maiores cuidados sanitários, trazendo riscos à saúde dos consumidores e constituindo um importante vetor de contaminação e proliferação de doenças de origem alimentar.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-548" title="abatedouros_fechados" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/abatedouros_fechados.jpg" alt="abatedouros_fechados" width="580" height="189" /></p>
<p>É provável que grande parte desses estabelecimentos não consiga se enquadrar às exigências do Programa Nacional de Sanidade Avícola, que normatiza o processo de abate de aves, não podendo manter suas atividades, tornando o mercado cada vez mais restrito.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-591" title="tabela_materia" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/tabela_materia.jpg" alt="tabela_materia" width="568" height="214" /></p>
<p>A falta de requisitos mínimos de higiene impôs o fechamento de cerca de 500 abatedouros, no último trimestre, em Salvador e região metropolitana. Os estados de Minas Gerais e Pará proibiram a venda de frango vivo abatido em feiras livres. Os feirantes podem comercializar a ave resfriada ou congelada, como é feito nos supermercados.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-556" title="produto_melhor_qualidade" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/produto_melhor_qualidade.jpg" alt="produto_melhor_qualidade" width="580" height="189" /></p>
<p>“A <em>carne</em> de <em>frango</em> congelada é mais saudável, já que alguns microorganismos não resistem a temperaturas baixas”, diz Denise Resende, gerente geral de alimentos da Anvisa.  A principal reclamação fica por conta do excesso de água nas embalagens de algumas marcas. A lei determina que o limite permitido de água no frango é 6% do peso total da ave. O Ministério Público está multando empresas que descumpram a legislação. O <em>consumidor</em> deve redobrar os cuidados e exigir produtos de qualidade para não pagar pelo frango e levar água para casa.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">SOFRIMENTO DO AVICULTOR SERGIPANO</span></strong></p>
<p>Os avicultores que trabalham no sistema de parceria com as grandes granjas, responsáveis por grande parte da produção, são os maiores prejudicados. A exigência de peso no mercado de frango vivo obriga que a ave fique mais tempo no aviário, aumentando o custo de produção em 30%, gasto com eletricidade e mão-de-obra, além da perda provocada pela maior mortalidade. Os avicultores locais recebem bem menos &#8211; cerca de R$ 0,30 por ave, do que em outros estados cuja produção é voltada ao comércio do frango congelado que gira em torno de R$ 0,45. Ou seja, o custo é maior e o valor recebido é 50% menor.</p>
<p>Além do baixo retorno, as exigências da Instrução Normativa 56 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que deverá entrar em vigor este ano, determina que somente poderão continuar exercendo a atividade granjas que se adeqüem às novas medidas de biossegurança e manejo. Com um alto custo de adequação, devido às condições precárias da maioria dos aviários, a instrução trará dificuldades e poderá representar uma ameaça ao combalido setor.</p>
<p>Outra dor de cabeça para os avicultores é o risco da perda de boa parte da receita proveniente da venda da cama aviária. É proibido pelo MAPA o uso dos resíduos deixados pelos frangos no aviário para a alimentação animal, porém, com a publicação da Instrução Normativa 41 de 10/2009, que aprova os procedimentos de fiscalização, o cerco promete apertar ainda mais, transformando em caso de polícia o comércio desse produto.</p>
<p>Segundo Alexandre Caetano Duarte, que é produtor rural, a inviabilidade da utilização da cama de frango resultará em significativo aumento nas vendas das rações industrializadas, podendo causar prejuízo irreparável para pequenos e médios produtores. &#8220;Muitos clientes meus preparam a alimentação do gado com a cama de frango e, agora, com a fiscalização mais rigorosa, eles terão que comprar a ração industrializada, que é mais cara&#8221;, diz. Produtor rural há mais de 20 anos, Mário Cervato compartilha da opinião de Alexandre: &#8220;Eu me lembro quando lançaram a cama de frango. Foram à televisão, falaram que era o melhor método, melhor para o gado e que tinha mais proteína. Agora, quando já estamos acostumados a trabalhar com esse sistema, muda tudo de novo&#8221;.</p>
<p>Para piorar a situação dos pequenos avicultores, o bagaço da cana-de-açúcar, principal insumo utilizado na cama, está cada vez mais escasso. A produção de eletricidade a partir da queima do bagaço se tornou economicamente viável e as usinas passaram a produzi-lo para consumo próprio e se preparam para vender o excedente às companhias distribuidoras.</p>
<p>Diante deste cenário, é muito provável que a cama de frango perca seu valor comercial e os avicultores fiquem sem essa fonte de renda, reduzindo drasticamente seus ganhos. Será mais vantajoso reutilizar a cama em até seis lotes como ocorre no sul do país.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Ainda assim, encontramos produtores corajosos que apostam no sucesso da atividade e estão investindo agressivamente em aviários modernos, com tecnologias de ambiência e manejo automatizado, responsáveis pelo ganho em escala, proporcionando aumento de produtividade com redução de custos, sem qualquer reconhecimento das empresas integradoras.</p>
<p>Os empresários sergipanos devem despertar. Diversas empresas de fora estão batendo à porta. É preciso começar a agregar valor ao produto, investir em boas práticas de gestão e na capacitação dos seus profissionais, passando a valorizar e reconhecer a capacidade de inovação dos produtores locais, evitando frustrar expectativas, desestimulando novos investimentos e esgotando as possibilidades de sucesso no futuro.</p>
<p>Ampliar o debate e encontrar soluções para a atual situação da avicultura sergipana é o objetivo do portal Avicultura Inteligente (<a href="http://www.aviculturainteligente.com.br/">www.aviculturainteligente.com.br</a>), cuja proposta é disseminar conhecimento, fundamental para acabar com esse estado de letargia e acomodação que pode dar fim a um setor importante que gera mais de 7.000 empregos no estado.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Ricardo Ribeiro &#8211; Avicultor e ex-secretário de Estado da Comunicação. Colabora com o Portal Avicultura Inteligente (www.aviculturainteligente.com.br).</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">QUADRO I</span><br />
<span style="text-decoration: underline;">SISTEMA DE INTEGRAÇÃO – SUCESSO NA AVICULTURA BRASILEIRA</span></strong></p>
<p>No sistema de integração pelo qual se desenvolveu a avicultura de corte sergipana e que possibilita a parceria entre empresas integradoras, as grandes granjas (três no estado), que fornecem os pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica e os pequenos/médios produtores que ficam encarregados de criar os animais em local adequado, com mão-de-obra e os equipamentos avícolas necessários. Neste modelo, responsável pelo sucesso da avicultura brasileira e presente em mais de 85% da criação avícola nacional, a empresa assume todo risco de comercialização e repassa ao produtor integrado a compensação financeira pela criação das aves, proporcional à quantidade de aves produzidas e a eficiência na produção. Segundo o presidente da ABEF (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango), Francisco Turra, a avicultura integrada é a melhor e mais justa reforma agrária já realizada no país, com distribuição de renda e garantia de qualidade de vida para os parceiros.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">QUADRO II</span><br />
<span style="text-decoration: underline;">NÚMEROS IMPORTANTES</span></strong></p>
<ul>
<li>Nos últimos 30 anos o brasileiro passou a consumir de 2,3 kg para 39 kg de frango por ano, ultrapassando o consumo de carne bovina;</li>
<li>O sul do país é responsável por 55% da produção avícola brasileira;</li>
<li>A região nordeste, com o dobro da população e área três vezes maior produz somente 8% da carne de frango do Brasil.</li>
</ul>
<p style="padding-left: 30px; ">O setor avícola representa:</p>
<ul>
<li>5 milhões de empregos diretos e indiretos;</li>
<li>7 bilhões de dólares em exportações;</li>
<li>45% do mercado mundial de carne de frango;</li>
<li>Maior exportador mundial de carne de frango com 4 milhões de toneladas para 150 países;</li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>/avicultura/2010/03/20/avicultura-sergipana-ameacada-de-extincao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Avaliação energética e de desempenho de frangos com aquecimento automático a gás e a lenha</title>
		<link>/avicultura/2010/02/28/avaliacao-energetica-e-de-desempenho-de-frangos-com-aquecimento-automatico-a-gas-e-a-lenha/</link>
		<comments>/avicultura/2010/02/28/avaliacao-energetica-e-de-desempenho-de-frangos-com-aquecimento-automatico-a-gas-e-a-lenha/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 17:44:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manejo e Sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[ambiência]]></category>
		<category><![CDATA[Aves]]></category>
		<category><![CDATA[consumo energético]]></category>
		<category><![CDATA[custo de energia]]></category>
		<category><![CDATA[índices zootécnicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">/avicultura/?p=516</guid>
		<description><![CDATA[Nesta pesquisa foram analisados aquecimento automático infravermelho a gás e aquecimento automático a lenha, com três linhagens de frango, criados no período de 01/05/2005 a 16/06/2005, em aviários de 1200 m2 e abatidos com 45 dias de idade. Avaliaram-se o consumo e o custo energético de cada sistema e os seguintes índices zootécnicos: peso médio,<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/02/28/avaliacao-energetica-e-de-desempenho-de-frangos-com-aquecimento-automatico-a-gas-e-a-lenha/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta pesquisa foram analisados aquecimento automático infravermelho a gás e aquecimento automático a lenha, com três linhagens de frango, criados no período de 01/05/2005 a 16/06/2005, em aviários de 1200 m2 e abatidos com 45 dias de idade. Avaliaram-se o consumo e o custo energético de cada sistema e os seguintes índices zootécnicos: peso médio, mortalidade, conversão alimentar e consumo de ração. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em um modelo fatorial 2 x 3, constituído de dois sistemas de aquecimento e das três linhagens de frangos machos formando seis tratamentos com seis repetições, perfazendo o total de trinta e seis aviários com 13.300 aves cada um. Utilizou-se, para a análise estatística, o programa SISVAR 4.6 e se realizaram as comparações entre as médias através do teste de Tukey. Os resultados obtidos foram os seguintes: o consumo energético de lenha de 173,21 GJ por lote e o custo de R$ 3,23 e, para o do gás, foi de 20,26 GJ por lote e o custo de R$ 53,76. Em relação ao desempenho zootécnico, não houve diferença significativa entre os dois sistemas analisados, mas entre as linhagens ocorreu diferença significativa, com a linhagem Cobb apresentando 6,62%, maior peso médio e 1,04% maior mortalidade, quando comparada com aves da linhagem Ross 1.<img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="a14f01" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/a14f01.jpg" alt="a14f01" width="414" height="662" /><span id="more-516"></span></p>
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>O melhoramento genético fez com que o frango de corte ganhasse 2,5 g h-1 de vida mas, para que isto ocorresse, foi conveniente oferecer boa nutrição, bom estado sanitário e condições adequadas de ambiente, dentro do aviário. Esses fatores constituem uma preocupação constante dos técnicos das empresas avícolas.</p>
<p>Devido às características do metabolismo intenso da ave, de toda energia consumida pelo frango somente 20% são carreados para o seu crescimento e os outros 80% se destinam à sua manutenção (Abreu &amp; Abreu, 2004).</p>
<p>Observa-se que, apesar de se haver conquistado altos índices de produção, a instalação avícola é um dos pontos em que se exigem, atualmente, maiores preocupações, em se tratando do conforto térmico para frango de corte (Abreu &amp; Abreu, 2001).</p>
<p>Como as aves são animais homeotermos e possuem um centro termorregulador no sistema nervoso central, o hipotálamo, que é um órgão que funciona como termostato fisiológico, controlando a produção e dissipação de calor através de diversos mecanismos, como o fluxo sanguíneo na pele, mudança na freqüência cardíaca e respiratória e modificação na taxa metabólica (Moro, 1995). O aparelho termorregulador das aves é pouco desenvolvido, tornando-as sensíveis ao frio quando jovens e ao calor quando adultas.</p>
<p>A capacidade de termorregulação da ave ao frio é maior que a capacidade para reagir ao calor, tanto que o limite inferior da zona de conforto da ave está em torno de 12 °C, ou seja, 30 °C abaixo de sua temperatura corporal e a temperatura limite superior é de 47 °C, apenas 5 °C acima de sua temperatura interna é letal para ela (Baião, 1995).</p>
<p>Pesquisas demonstram que a temperatura corporal de um pintinho de um dia é, em média, 1,7 °C menor que a temperatura corporal das aves adultas, mas com cinco dias de vida, atingem temperaturas corporais de 41,1 °C (Veste, 1997).</p>
<p>Para manter a temperatura relativamente constante para os órgãos vitais, o calor corporal deve ser conservado ou liberado, como resposta às mudanças do meio ambiente.</p>
<p>A maior taxa de formação de órgãos vitais, como coração, pulmão, sistema digestivo e imunológico, ocorre durante os primeiros 7 dias de vida dos pintos; para que este desenvolvimento seja normal, os pintos necessitam absorver todos os nutrientes e anticorpos contidos no saco embrionário; isto só ocorrerá se eles forem mantidos a uma temperatura em torno de 32 °C e ingerirem água e ração, pois se a temperatura for muito baixa eles permanecerão agrupados e encolhidos e não irão até os comedouros e bebedouros. Se os pintos sofrerem com o frio, o seu desenvolvimento será prejudicado, dar-se-á redução na taxa de ganho de peso e piora na conversão alimentar. Essas perdas normalmente não serão completamente recuperadas até o abate do lote de frangos (Conto, 2003).</p>
<p>Estudos demonstram que, em se expondo um pinto de um dia a curtos períodos de baixas temperaturas, pode ocorrer efeito negativo a longo prazo no desempenho da ave, no seu crescimento, conversão alimentar, aumentando a sua susceptibilidade às doenças (Czarick &amp; Lacy, 1996).</p>
<p>Veste (1997) recomendou, para aves jovens na primeira semana de vida, temperaturas de 32,2 °C, para aviários com ambiente não controlado e temperaturas de 29,4 a 31 °C para aviários com ambiente totalmente controlado; desta forma, mantendo a temperatura de aquecimento nos níveis desejáveis e se atentando para as outras práticas de manejo, consegue-se manter o crescimento das aves em níveis adequados e a uniformidade do lote, além de melhorar a conversão alimentar.</p>
<p>É importante observar a temperatura da cama e não somente a temperatura do ar; recomenda-se, então, uma temperatura de cama de aproximadamente 29,4 °C para a primeira semana de vida das aves (Czarick &amp; Lacy, 1996).</p>
<p>Para determinada faixa de temperatura efetiva, Abreu et al. (1998) relataram que a ave mantém constante a temperatura corporal com o mínimo esforço dos mecanismos temorreguladores; é a chamada zona de conforto térmico, em que não há sensação de frio ou de calor e o desempenho do animal é otimizado.</p>
<p>Na zona de conforto térmico a taxa metabólica é mínima e a homeotermia é mantida com menos gasto energético; assim, na zona de termoneutralidade a fração de energia metabolizável utilizada para a termogênese é mínima e a energia líquida de produção é máxima (Mount, 1979, apud Macari et al., 1994).</p>
<p>Um dos principais fatores que afetam a zona de conforto térmico é a idade do animal. Com o desenvolvimento do frango de corte a conseqüente maturação do sistema termorregulador e o aumento da atividade energética, a zona de conforto térmico é reduzida de 35 °C, com um dia de idade, para 24 °C, com quatro semanas de idade e para 21 a 22 °C, com seis semanas de idade (Macari et al., 1994).</p>
<p>O melhor indicativo da temperatura, segundo Marques (1994), é o próprio comportamento do pinto; é ele que estabelece, por seu comportamento, a adequação das condições térmicas do sistema de aquecimento. Pode haver locais sob a campânula em que a radiação é muito mais forte e os pintos se afastam, deixando espaços vazios; se existe muita aglomeração, trata-se de indício da necessidade de mais aquecimento; assim, a variação da temperatura da pele durante o estresse calórico, evidencia um aumento do fluxo sangüíneo para a superfície da ave para dissipação de calor, o qual é refletido pela maior temperatura da pele; contudo, quando a temperatura no interior do aviário está abaixo da ideal para os pintos, ocorre a piloereção, redução no fluxo sangüíneo cutâneo e aumenta a camada de ar que proporciona um isolamento maior da superfície da pele e eleva a produção metabólica de calor por termogênese, mediante tremores e não tremores. Neste sentido, e com o objetivo de reduzir a perda de calor, aves submetidas a baixas temperaturas ambientes sofrem alterações hemodinâmicas e vasoconstrição periférica, resultando em um baixo gradiente de temperatura entre a pele e o ambiente, reduzindo as perdas por convecção e irradiação (Muller, 1989; Yahav et al., 1998; Silva, 2000).</p>
<p>Na tentativa de resolver essas questões de ambiência, os aviários estão, atualmente, aparelhados com equipamentos de climatização, tais como: exaustores, nebulizadores, sistemas de aquecimento a lenha ou infravermelho a gás, painéis de controle, nos quais são programadas a temperatura e a umidade do ar para cada idade dos frangos, além de cortinado, forração.</p>
<p>Para fornecer calor e proporcionar conforto térmico às aves, no período inicial de criação, vários tipos de aquecedores têm sido utilizados; a evolução desses equipamentos se deu sempre na busca de uma forma melhor de transferir o calor com menor custo de energia (Moro, 1995).</p>
<p>Conto (2003) acrescenta que eficiência de transformação da energia contida no combustível em energia térmica e as perdas envolvidas nos processos de transmissão de calor, devem ser preponderantes na determinação de um ou outro sistema de fornecimento de calor. Experimentos demonstram que pintinhos de corte necessitam receber calor suplementar, na ordem de 3 a 4 kcal h-1, para cada ave.</p>
<p>Segundo Abreu &amp; Abreu (2002), existem, basicamente, dois grupos de aquecimento para manter a temperatura ambiente dentro da região de conforto térmico das aves, o aquecimento central e o local. O aquecimento central se baseia no aquecimento relativamente homogêneo de todo o volume dos aviários, enquanto o local se baseia no aquecimento apenas da superfície do local em que se alojam os pintos, sendo um processo bastante eficiente, em termos de economia de energia.</p>
<p>Abreu et al. (1998) citam que o aumento do preço do gás fez com que as indústrias procurassem novas alternativas para fornecer calor às aves, propondo um sistema de aquecimento automático a lenha, que consiste em soprar ar quente para dentro do aviário através de uma turbina e distribuído por um sistema de tubulações, colocado ao longo do aviário; este sistema diminui os gases tóxicos dentro do aviário, com melhor controle de temperatura; o sistema trabalha com energia renovável, podendo o produtor gerar o próprio combustível bastando, para isto, possuir um programa de reflorestamento.</p>
<p>Objetivou-se, com o presente trabalho, avaliar o sistema de aquecimento automático infravermelho a gás e o sistema de aquecimento automático a lenha, em relação ao desempenho zootécnico de frangos de corte quanto à conversão alimentar, mortalidade, peso das aves e consumo de ração, e determinar o consumo específico de energia de cada sistema de aquecimento e o seu custo, em uma agroindústria avícola, nas linhagens Ross 1, Ross 2 e Cobb.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Download estudo completo: <a class="downloadlink" href="/avicultura/wp-content/plugins/download-monitor/download.php?id=34" title=" downloaded 1463 times" >Avaliação energética e de desempenho de frangos com aquecimento automático a gás e a lenha (1463)</a></span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;"><br />
</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>/avicultura/2010/02/28/avaliacao-energetica-e-de-desempenho-de-frangos-com-aquecimento-automatico-a-gas-e-a-lenha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Principais Doenças das Aves</title>
		<link>/avicultura/2010/02/28/principais-doencas-das-aves/</link>
		<comments>/avicultura/2010/02/28/principais-doencas-das-aves/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 17:23:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manejo e Sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[doenças aves]]></category>
		<category><![CDATA[marek]]></category>
		<category><![CDATA[newcastle]]></category>
		<category><![CDATA[salmonelose]]></category>

		<guid isPermaLink="false">/avicultura/?p=503</guid>
		<description><![CDATA[PRINCIPAIS VIROSES: Doença de Newcastle: Altamente contagiosa, afeta aves em qualquer idade. O vírus pode pode afetar e causar lesões no sistema digestivo, respiratório e nervoso, causando alta mortalidade.Aves com a doença de Newcastle na forma respiratória reduzem o consumo de alimentos e apresentam espirros, dificuldade em respirar, conjuntivite e, às vezes, inchaço da cabeça.Aves<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/02/28/principais-doencas-das-aves/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-504" title="frango resfriado" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/frango-resfriado.JPG" alt="frango resfriado" width="236" height="280" /></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">PRINCIPAIS VIROSES:</span></strong></p>
<p><strong>Doença de Newcastle:</strong> Altamente contagiosa, afeta aves em qualquer idade. O vírus pode pode afetar e causar lesões no sistema digestivo, respiratório e nervoso, causando alta mortalidade.Aves com a doença de Newcastle na forma respiratória reduzem o consumo de alimentos e apresentam espirros, dificuldade em respirar, conjuntivite e, às vezes, inchaço da cabeça.Aves em produção de ovos reduzem bruscamente a produção. Na forma digestiva a doença pode provocar diarréia com presença de sangue e mortes repentinas sem nenhum sinal e as lesões se concentram no sistema digestivo caracterizando-se, principalmente, por úlceras e hemorragias.Na forma nervosa, que pode ou não estar associada à forma respiratória, observa-se a paralisia de pernas e asas, incoordenação, torcicolo e opstótomo.As melhores maneiras de controle consistem na VACINAÇÃO, isolamento dos casos e higiene impecável. Observação: o vírus da Newcastle pode provocar conjuntivite no ser humano, portanto cuidado ao manusear aves suspeitas, doentes ou vacinas.</p>
<p><span id="more-503"></span></p>
<p><strong>Bronquite infecciosa:</strong> Doença que afeta somente galinhas e apresenta a forma respiratória em aves jovens, apresentando mortalidade elevada e sinais respiratórios semelhantes à Newcastle. Na galinha adulta em produção a forma preocupante é a genital, pois afeta  postura tanto em qualidade como em quantidade dos ovos que se apresentam com casca mole, sem casca, perda de cor da gema e a clara mostra-se liquefeita. Também a vacinação é a melhor estratégia para prevenir.</p>
<p><strong>Bouba aviária:</strong> Também conhecida por epitelioma contagioso, varíola das aves, difteria, &#8220;caroço&#8221;, &#8220;pipoca&#8221;e &#8220;bexiga&#8221;, afeta todas as aves e em qualquer idade, ocorrendo com maior freqüência no verão devido à proliferação de mosquitos que disseminam o vírus de local para local, picando e sugando as aves. Quando a bouba infecta a pele, aparecem os nódulos nas regiões desprovidas de penas (crista, barbelas, em volta do bico e dos olhos). Quando afeta a garganta (forma diftérica), há  formação de placas que podem se alastrar causando dificuldades para respirar, perda de apetite, prostação e mortalidade elevada. Também o melhor controle se faz com a VACINA, que pode ser aplicada logo ao nascer.</p>
<p><strong>Doença de Marek:</strong> É uma neoplasia de origem viral que afeta aves jovens, caracterizando-se pela presença de tumores que podem ser encontrados nas vísceras das aves (Marek visceral), no sistema nervoso central e periférico (Marek neural), na pele (Marek cutânea) e no globo ocular (Marek ocular). Os sintomas de quase todas as formas levam a ave à prostação, paralisia e morte elevada. A vacina também pode ser dada com 1dia de nascidos os pintos.</p>
<p><strong>Leucose linfóide:</strong> Assemelhada à doença de Marek, apresenta tumores internos de tamanhos variados e cor esbranquiçada, afetando aves adultas e com baixa mortalidade. É uma doença não contagiosa, de característica genética, devendo o indivíduo portador ser eliminado como reprodutor.</p>
<p><strong>Encefalomielite aviária:</strong> Afeta e infecta aves adultas e jovens, mas somente as jovens, até 8 semanas de idade, desenvolvem a doença que é caracterizada por tremores e paralisia do pescoço e cabeça. Nas aves em produção há queda brusca de postura. Existe a vacina, principalmente para indivíduos destinados à reprodução.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">PRINCIPAIS BACTERIOSES:</span></strong></p>
<p><strong>Colibacilose: </strong>Doença comum na avicultura, causando grandes prejuízos. A bactéria encontra-se nos intestinos de aves e mamíferos, sendo eliminada com as fezes. Portanto higiene é fundamental como sempre nos ambientes de criação.Os pintinhos podem nascer contaminados devido à contaminação das cascas dos ovos ou ainda, contaminar-se no pinteiro. Os sintomas: onfalite, aerosaculite, pericardite, perihepatite e peritonite.Os sintomas também podem estar localizados nas articulações, causando artrite e ou no oviduto, causando salpingite.Pela gravidade e difusão de sintomas, é doença que pode causar grande mortalidade. A higiene e desinfecção periódica das instalações é a melhor maneira de prevenir esta doença.</p>
<p><strong>Salmonelose:</strong> Esta doença é uma das mais preocupantes pois pode representar problemas para o ser humano, pois as salmonelas infectam tanto mamíferos quanto aves, apesar de haver salmonelas específicas para cada caso, havendo entretanto, salmonelas consideradas não específicas. As principais são a pulorose, que afeta aves jovens, e o tifo aviário, que afeta principalmente aves adultas. As salmonelas não específicas causam o paratifo aviário. As salmonelas são altamente patogênicas para mamíferos e aves, causando alta mortalidade. Seus sintomas se confundem com com outras bacterioses, como a colibacilose e a diferenciação é feita com o isolamento e identificação da bactéria. O controle mais uma vez envolve higiene rigorosa e eliminação dos focos (aves portadoras da bactéria).</p>
<p><strong>Micoplasmose:</strong> Altamente contagiosa, afeta aves de todas as idades apesar da baixa mortalidade. Seus sintomas podem ser: artrite e espirros.Como sempre a higiene e eliminação dos portadores é o controle eficaz.</p>
<p><strong>Coriza infecciosa:</strong> Doença altamente contagiosa afeta aves em todas as idades, sendo a vacina a forma mais efetiva de controle.Ataca principalmente as vias aéreas e seus sintomas são espirros, conjuntivite, inchaço facial (sinusite). Evitar correntezas de ar e friagens pois costumam agravar os sintomas.</p>
<p><strong>Pausteurelose:</strong> Também conhecida como septicemia hemorrágica e cólera aviária, infecta aves com mais de 6 semanas, provocando alta mortalidade. As carcaças de aves que morreram da doença são são o principal meio de infecção pois os roedores e outros animais levam a bactéria e a disseminam entre as criações. A bactéria pode permanecer na carcaça e no solo por até 3 meses. Seus sintomas são: febre, sonolência, congestão ou cianose de cristas e barbelas e morte repentina.O controle dessa doença baseia-se no combate aos ratos e roedores silvestres pois são considerados seus vetores além da higiene e desinfecção periódica das instalações. Também as vacinas aplicadas entre 10 / 16 semanas de idade (duas aplicações com intervalo de de 2 &#8211; 4 semanas) podem ajudar mas os resultados não são 100% garantidos, portanto mais uma vez a prevenção consiste em muita higiene e controle de entrada de novos indivíduos no plantel ( quarentena).</p>
<p><strong>Botulismo:</strong> Causado pela toxina produzida pela bactéria  Clostridium botulinum, é muito freqüente nas criações de fundo de quintal devido ao hábito de fornecer sobras de comida caseira para as aves. As aves que ingerem a toxina existente na matéria orgânica em decomposição apresentam um quadro de paralisia flácida e morte repentina. No controle da doença deve-se evitar exatamente fornecer alimentação passível de desenvolver essas bactérias.</p>
<p><strong>Estafilocose:</strong> A estafilocose aparece na forma difusa (septicemia) com mortalidade elevada, ou , na forma localizada, caracterizada por artrite e abscesso no coxim plantar, podendo afetar aves em qualquer idade. Higiene e desinfecção são as formas de controle mais eficazes.</p>
<p><strong>Borreliose:</strong> Doença transmitida por carrapatos comum em criações de aves caipira.Sintomas: Palidez, anorexia, fezes esverdeadas e morte. O controle consiste em eliminar os ectoparasitas, principalmente os carrapatos.</p>
<p><strong>Ornitose:</strong> A mesma doença é chamada de psitacose quando afeta psitacídeos (papagais,etc), clamidiose quando afeta o homeme ou outros mamíferos e de ornitose quando afeta aves não psitacídeas.A doença é muito grave de diagnóstico e tratamento difícil. Sintomas: dificuldades respiratórias, gastroenterite e morte. Exige o máximo de cuidados no manuseio dos cadáveres e carcaças pois é altamente contagiosa. É útil nesses casos o crematório.</p>
<p><strong>Tuberculose:</strong> Causada pelo Mycobacterium avium, afetando principalmente aves adultas, principalmente as de criação caipira e de zoológico, sendo os suínos a fonte de contaminação para as aves. Os sintomas são dificuldade respiratória, palidez e manqueira. Como os bacilos são eliminados nas fezes e nos ovos, podem constituir um grave problema de saúde pública. As aves positivas devem ser eliminadas e incineradas.</p>
<p><strong>Aspergilose:</strong> Doença infecciosa das aves jovens em geral, provocada por fungos (môfo) e capaz de causar grande mortalidade.A contaminação pode ocorrer durante a eclosão dos ovos, nos ninhos, nas criadeiras ou até nas granjas (cama e alimentos). Deve ser controlada evitando-se qualquer vestígio de fungos nas instalações e principalmente na sacaria de ração ou cereais de alimentação. Procure sempre comprar ração dentro do prazo de validade indicado na sacaria e armazene sempre em lugares isentos de umidade. Em caso de suspeita de contaminação, não forneça a alimentação às aves.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">PRINCIPAIS PARASITOSES</span></strong></p>
<p><strong>Coccidiose:</strong> É uma doença causada por parasitas que provocam lesões nos intestinos, podendo variar desde pequenas irritações até lesões mais graves, com hemorragias e necrose, além de alta mortalidade. Sintomas: perda de peso, despigmentação e diarréia com ou sem sangue. As aves se contaminam ao ingerir ovos (oocistos) maduros através da cama, ração ou água contaminados. Os oocistos são introduzidos na criação por equipamentos, homem, animais e insetos. O controle consiste em higiene e desinfecção e uso de drogas coccidiostáticas(normalmente já presentes em rações de boa qualidade).</p>
<p><strong>Entero-hepatite:</strong> A doença é também chamada de cabeça negra dos perus ou histomoníase. Afeta principalmente perus jovens causando lesões necróticas nos cecos e fígado, com mortalidade elevada. Apesar de ser doença dos perus é importante estar alerta no caso de haver contato com essas aves e o plantel de galinhas.</p>
<p><strong>Verminoses e ectoparasitoses:</strong> As verminoses são provocadas por diferentes formas de vida (parasitas) que usam os seus hospedeiros para retirar deles o seu sustento, afetando o desenvolvimento e a produção e levá-los até a morte.As ectoparasitoses mais frequentes são causadas por dermanissos, ornitonissos, sarna, carrapatos, percevejos, moscas e mosquitos. A Ectoparasitose pode debilitar as aves e predispô-las a outras doenças, portanto um controle efetivo deve ser feito pulverizando-se as instalações com inseticidas que tenham boa ação residual, evitando-se também a superpopulação de aves. Um programa de vermifugação deve ser instituído periodicamente e, no caso de dúvidas, encaminhar as fezes ou o parasita para identificação.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">DOENÇAS DE ORIGEM NUTRICIONAL OU METABÓLICA</span></strong></p>
<p><strong>Diátese exsudativa:</strong> As aves mostram-se com edemas e hemorragia de tecido subcutâneo nas regiões baixas do corpo. A doença está relacionada com com deficiência de vitamina E e selênio. Pode ser controlada adicionando-se antioxidante às raçôes e a reposição desseselementos.</p>
<p><strong>Encefalomalácia nutricional:</strong> As aves afetadas mostram-se com incoordenação motora, prostração e morte.As lesões se encontram principalmente no cerebelo, que pode estar aumentado de tamanho e com hemorragia.A principal causa é a deficiência de vitamina E que deve ser adicionada à água de beber e melhorar a qualidade de alimentação fornecida.</p>
<p><strong>Raquitismo:</strong> É uma doença carencial causada por deficiência de cálcio, fósforo ou vitamina D, podendo afetar o esqueleto como um todo, apresentando deformidades e consistência de borracha.Suplementos minerais além de boa alimentação evitam esses sintomas. O sol também ajuda na recuperação e prevenção do raquitismo.</p>
<p><strong>Micotoxicoses:</strong> São doenças causadaspor ingestão de alimentos contaminados por micotoxinas. A principal fonte de micotoxina para a ave é o milho e/ou a ração.As micotoxinas são produzidas por fungos, portanto qualquer aparência de contaminação (porções azuladas ou mofadas) no milho ou ração devem ser imediatamente descartadas. As aves apresentam sintomas de palidez, pouco crescimento, diarréia, hemorragia, alteração nos ovos e morte.</p>
<p><strong>Ascite:</strong> A ascite caracteriza-se por acúmulo de líquido na cavidade abdominal, relacionada com lesões hepáticas, cardíacas ou pulmonares.Os quadros de ascite nas criações caipiras ou aves silvestres estão associados com processos neoplásicos (doença de Marek ou leucose linfóide) ou com lesões de fígado por micitoxina.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">MÉTODOS DE CONTROLE DAS DOENÇAS AVIÁRIAS</span></strong></p>
<p><strong>Isolamento:</strong> O isolamento tem como finalidade impedir que os agentes infecciosos penetrem no ambiente das aves.Esse isolamento deve ser uma preocupação por ocasião da construção dos aviários, recomendando-se que sejam isolados de ouros criatórios e que se controle o acesso de homens e animais. Outras instalações que devem ser pensadas são os locais para a quarentena, onde os novos indivíduos adquiridos ou de fora possam ser alojados por um período máximo de 10 dias para observação e até vacinação preventiva, antes de manterem contato com as aves já presentes no plantel.</p>
<p><strong>Higiene:</strong> A higiene tem como finalidade prevenir doenças e preservar a saúde. Podemos observar que quase todas as doenças dependem de higiene para não se desenvolverem. Por tudo o que foi escrito e lido achamos que este é o ponto mais importante para quem quiser ter sucesso na sua criação. A higiene não está restrita apenas aos ambientes mas a todos os utensílios, comedouros, bebedouros, poleiros etc..e deve ser feita de 15 em 15 dias ou menos com água e creolina a 2%. Também a caiação dá bons resultados: 20 litros de água + 1.5kgs. de cal extinta e 100ml de creolina. Pulverizações com formol ou Lysoform bruto também são úteis.</p>
<p><strong>Vacinação: </strong>Tendo em vista o tráfego que as aves de competição e exposição realizam, achamos que a vacinação tem importância crucial na sobrevivência de nossas aves. Além do que,as aves vacinadas passam para os pintos os anti-corpos para os primeiros dias de vida. Os métodos de vacinação e suas peculiaridades estão na tabela no início desta matéria. Esperamos que todos dêem a máxima importância a tudo que foi exposto e conduzam suas atividades dentro destes critérios que só irão valorizar as criações e credenciar os criadores.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-505" title="vacinacao" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/vacinacao.jpg" alt="vacinacao" width="571" height="257" /></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Fonte: U.F.Viçosa- Depto. de Veterinária</strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>/avicultura/2010/02/28/principais-doencas-das-aves/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Controle da Bronquite Infecciosa nos plantéis aviários brasileiros ainda é um desafio</title>
		<link>/avicultura/2010/02/25/controle-da-bronquite-infecciosa-nos-planteis-aviarios-brasileiros-ainda-e-um-desafio/</link>
		<comments>/avicultura/2010/02/25/controle-da-bronquite-infecciosa-nos-planteis-aviarios-brasileiros-ainda-e-um-desafio/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 14:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manejo e Sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[bronquite infecciosa]]></category>
		<category><![CDATA[plantéis aviários]]></category>

		<guid isPermaLink="false">/avicultura/?p=576</guid>
		<description><![CDATA[Uma das discussões técnicas atuais em relação aos desafios do controle da Bronquite Infecciosa (BI) em planteis avícolas brasileiros é a freqüência de diagnósticos moleculares evidenciando a presença de cepas variantes no campo. Esta enfermidade causa sérios prejuízos à indústria avícola e frequentemente é diagnosticada na sua forma isolada ou associada a outros patógenos, em<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/02/25/controle-da-bronquite-infecciosa-nos-planteis-aviarios-brasileiros-ainda-e-um-desafio/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-577" title="2broilers" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/2broilers.jpg" alt="2broilers" width="210" height="246" />Uma das discussões técnicas atuais em relação aos desafios do controle da Bronquite Infecciosa (BI) em planteis avícolas brasileiros é a freqüência de diagnósticos moleculares evidenciando a presença de cepas variantes no campo. Esta enfermidade causa sérios prejuízos à indústria avícola e frequentemente é diagnosticada na sua forma isolada ou associada a outros patógenos, em problemas respiratórios e metabólicos que acometem as aves.</p>
<p>Em algumas regiões, aparentemente a vacinação convencional já não apresenta resultados satisfatórios, e diante das evidências de prejuízos econômicos, os profissionais que atuam na industria avícola buscam alternativas que possam ampliar a proteção das aves contra as cepas variantes de BI. Até o aparecimento de novas vacinas que favoreçam o aumento do espectro de ação contra as cepas variantes, cabe ao avicultor zelar pela melhoria nas medidas de biosseguridade das granjas e vigilância sistemática das boas praticas de vacinação.</p>
<p><span id="more-576"></span>Em poedeiras comerciais, percebeu-se um avanço no controle da BI após a introdução de processos de vacinações mais controlados com uso de água destilada e equipamentos mais adequados à atividade. O conceito de Tamanho de Gota Controlada (TGC), por exemplo, revolucionou a tradicional vacinação spray, por meio do uso de equipamentos de alta precisão que produzem gotículas com tamanho otimizado para a vacinação das aves.</p>
<p>Já a melhoria sistemática do processo de vacinação das matrizes durante a produção ainda é um desafio a ser vencido. Isso porque a vacinação via água de bebida é frequentemente realizada em condições adversas à viabilidade do vírus vacinal e a vacinação spray impraticável devido a presença dos ninhos, equipamentos e o próprio comportamento das aves durante o ciclo de produção. Uma alternativa de controle para aves de alto valor agregado é a utilização de 2 vacinas inativadas no período da recria das aves (12 e 18 semanas de idade).</p>
<p>Por outro lado, salvo algumas regiões de maior desafio a enfermidade, a BI está sob controle nas empresas de frangos de corte. A vacinação é frequentemente administrada em ambiente controlado em única dose no incubatório, e sempre supervisionada pela equipe responsável. Vale ressaltar ainda a melhoria significativa na qualidade da vacinação dos frangos de corte, por meio do uso de vacinadoras com bico de aspersão em forma de leque com maiores volumes de ml por caixa de pintos vacinados (18 a 21 ml).</p>
<p>No âmbito das soluções preventivas, a Massachusetts H-120 é a única cepa vacinal viva autorizada pelas autoridades brasileiras para a prevenção da enfermidade. Face aos isolados de campo de BI e a temática das cepas variantes, se faz necessário avaliar a melhor alternativas de isolados de campo brasileiros ou vacinas comerciais já utilizadas em outros paises que possam promover a proteção adequada das aves contra os desafios de campo. A Merial possui uma ampla linha de vacinas para auxilio na prevenção da Bronquite Infecciosa Aviária.</p>
<p><em><span style="color: #ff0000;">* Por Jeovane Pereira é médico veterinário e gerente de produtos e serviços técnicos de avicultura da Merial Saúde Animal.</span></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>/avicultura/2010/02/25/controle-da-bronquite-infecciosa-nos-planteis-aviarios-brasileiros-ainda-e-um-desafio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sistemas de Controle do Ambiente</title>
		<link>/avicultura/2010/02/11/sistemas-de-controle-do-ambiente/</link>
		<comments>/avicultura/2010/02/11/sistemas-de-controle-do-ambiente/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 03:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manejo e Sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[ambiência]]></category>
		<category><![CDATA[controle de ambiente]]></category>

		<guid isPermaLink="false">/avicultura/?p=482</guid>
		<description><![CDATA[O condicionamento térmico é função basicamente do isolamento térmico e da ventilação. A radiação solar incidente e o calor gerado pelos animais constituem-se nas principais fontes de calor nas edificações. O primeiro pode ser controlado pelo isolamento térmico e o segundo, pela ventilação. Ventilação natural ou forçada e o efeito termosifão. A ventilação natural tem<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/02/11/sistemas-de-controle-do-ambiente/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O condicionamento térmico é função basicamente do isolamento térmico e da ventilação. A radiação solar incidente e o calor gerado pelos animais constituem-se nas principais fontes de calor nas edificações. O primeiro pode ser controlado pelo isolamento térmico e o segundo, pela ventilação.</p>
<p><strong>Ventilação natural ou forçada e o efeito termosifão.</strong></p>
<p><strong></strong><img class="alignleft size-full wp-image-485" title="DSC04107" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/DSC04107.JPG" alt="DSC04107" width="346" height="259" />A ventilação natural tem sido estigmatizada em termos de condicionamento térmico, em virtude de sua dependência das condições do vento externo, da instabilidade e pelas alterações similares às flutuações externas.</p>
<p>Por outro lado, no sistema dinâmico, mesmo com o funcionamento de ventiladores a pleno regime, a temperatura interna tende a elevar-se de forma contínua à medida que a temperatura externa aumenta.</p>
<p>A ventilação adequada dentro de uma edificação é de extrema importância, pois é responsável pela remoção da umidade e poeira, dispersão dos gases, dispersão do excesso de calor e fornecimento de oxigênio para a respiração.</p>
<p><span id="more-482"></span>No caso de épocas frias, quando se deseja manter o calor dentro das edificações, a ventilação deve ser adequada apenas para a remoção do ar e a eliminação de gases e umidade.</p>
<p>A velocidade máxima de vento perto dos animais confinados não deve ultrapassar 0,2m/s, evitando-se problemas pulmonares. As instalações com adequada entrada de ar pelas paredes e saídas por aberturas no telhado permitem uma ventilação contínua através das forças do efeito sifão térmico.</p>
<p>Sugere-se o uso de materiais de cobertura com maior inércia térmica, bem como o uso de um sistema de ventilação adequado e de isolamento térmico. O pé direito também é fator predominante na carga térmica de radiação resultante dentro de um abrigo.</p>
<p>Pesquisas mostram que o pé direito dos aviários nunca deve ser menor que 3,0m para que se reduza a carga térmica de radiação acumulada no abrigo. Os beirais contribuem para o sombreamento do interior dos galpões e o lanternim é a parte mais importante do telhado, condicionando a perfeita ventilação no interior de aviários, permitindo a circulação constante do ar fresco no interior dos galpões. A recomendação é que o lanternim seja construído em toda a extensão de telhado.</p>
<p>A localização de uma instalação, em termos de orientação quanto aos pontos cardeais, é fator de extrema importância na construção. Dependendo da época do ano, alguma face da instalação receberá maior índice de insolação, tanto em termos de radiação solar direta como difusa, de acordo com a trajetória do sol.</p>
<p>Este fato irá influenciar na carga térmica total, que é transmitida para o interior da instalação. Desta forma, a carga térmica incidente em um abrigo a ser construído poderá ser reduzida, utilizando-se uma orientação adequada em relação ao sol.</p>
<p>A orientação leste &#8211; oeste em galpões para confinamento de animais é recomendado universalmente, a fim de minimizar a incidência direta do sol sobre os animais através das laterais da instalação, já que nesse caso o sol transita o dia todo sobre a cumeeira da instalação. Porém, em certos locais, este tipo de orientação pode prejudicar a ventilação natural, podendo ser a orientação norte &#8211; sul mais recomendável, quando se faz o cálculo do balanço térmico total do abrigo.</p>
<p>Em outros locais, a própria topografia do terreno impede que o aviário seja construído na orientação leste &#8211; oeste. Nestes casos, sugere-se que a radiação incidente nas laterais do abrigo seja amenizada através do uso de beirais maiores, além do plantio de árvores e arbustos ao redor as instalação para sombreamento.</p>
<p>No caso de ventilação forçada, pode-se fazer uso de ventiladores, isoladamente, ou associados a exaustores.</p>
<p><strong>Resfriamento adiabático evaporativo</strong></p>
<p><strong></strong><img class="alignleft size-full wp-image-487" title="DSC04116" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/DSC04116.JPG" alt="DSC04116" width="307" height="230" />As trocas de calor entre o animal e o ambiente correspondem à soma das trocas que se processam por radiação, convecção e condução, e essas trocas são por vias sensível e latente.</p>
<p>Basicamente, os sistemas de resfriamento adiabático evaporativo (SRAE) consistem em mudar o ponto de estado psicrométrico do ar, para maior umidade e menor temperatura mediante o contato do ar com a superfície umedecida ou líquida, ou com água aspergida ou pulverizada.</p>
<p>Como a pressão de vapor do ar insaturado a ser resfriado é menor que a da água de contato, ocorre a vaporização da água; o calor necessário para esta mudança de estado vem do calor sensível contido no ar e na água, resultando em decréscimo da temperatura de ambos, e, conseqüentemente, do ambiente.</p>
<p>O sistema de nebulização consiste na formação de gotículas extremamente pequenas, que aumentam a superfície de uma gota d\&#8217;água exposta ao ar, e que assegura a evaporação mais rápida.</p>
<p>A nebulização associada à movimentação do ar, ocasionado pelos ventiladores, acelera a evaporação e evita que pulverização ocorra em um só local e venha molhar a cama. A nebulização de água sem os ventiladores ou outro sistema de controle pode conduzir ao umedecimento da cama ou aumento exagerado da umidade relativa do local.</p>
<p><strong>Sistema Túnel de Ventilação</strong></p>
<p><strong></strong>O primeiro objetivo da ventilação tipo túnel é que o ar se renove passando por toda extensão do aviário, entrando por aberturas localizadas em uma das extremidades do aviário e saindo por exaustores localizados na extremidade oposta.</p>
<p>Pode existir diferenciação na localização das entradas de ar e exaustores: com entrada de ar nas duas extremidades do aviário, e os exaustores localizados nas paredes laterais, bem no centro do aviário, ou vice versa, o que torna mais curto o percurso do ar.</p>
<p><strong>Manejo de cortinas</strong></p>
<p><strong></strong><img class="alignleft size-full wp-image-486" title="DSC04102" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/DSC04102.JPG" alt="DSC04102" width="307" height="230" />Em aviários lateralmente abertos o manejo de cortinas é fundamental para obter um lote saudável, elevado bem-estar e produtivo durante todo período de crescimento do lote.</p>
<p>Um bom manejo da ventilação significa evitar súbitas mudanças na temperatura do aviário.</p>
<p><strong>Uso de forros</strong></p>
<p><strong></strong>No Brasil, o uso de materiais isolantes no forro, muitas vezes se torna antieconômico.</p>
<p>Não é recomendado em regiões que predominem altas taxas de umidade relativa, por facilitar a ocorrência de condensação do vapor d\&#8217;água no material poroso do forro, o que torna-o apenas mais uma barreira física, para a entrada do calor de radiação solar.</p>
<p>Porém, pesquisas demonstram que a presença de forro é crucial para que se tenha um bom desempenho na ventilação dos aviários, além de reduzir a condução do calor externo para o interior dos aviários. A presença do forro reduz a entrada de calor na instalação no verão, e a saída de calor no inverno.</p>
<p><strong>Sistema de Cortina de Água (PAD)</strong></p>
<p><strong></strong><img style="float: left; border: 0px initial initial;" title="PadCooling" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/PadCooling.jpg" alt="PadCooling" width="300" height="174" />O sistema de resfriamento evaporativo tipo PAD são geralmente os sistemas mais efetivos e eficientes para a redução de temperatura nos aviários. Os Pads são feitos de papelão corrugado, fibras, entre outros materiais.</p>
<p>A eficiência do resfriamento evaporativo em Pads é geralmente maior (80% a 89%) em sistemas de Pads de celulose, se bem projetados. Tal sistema consiste em água escorrendo através do Pad, e o ar atravessando-o e entrando para o galpão. Isso ocasiona evaporação da água no Pad e conseqüentemente a redução da temperatura do ar.</p>
<p>Os sistemas que utilizam aspersores para molhar os Pads se tornaram populares, pois são mais fáceis de se manejar e mais baratos que os sistemas de recirculação da água.</p>
<p><strong>Temperatura da água de beber</strong></p>
<p><strong></strong><img class="alignleft size-full wp-image-483" title="nipple2" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/nipple2.jpg" alt="nipple2" width="300" height="225" />Durante os períodos de altas temperaturas os lotes aumentam sua demanda pela ingestão de água. A relação entre a taxa de ingestão de água pela ingestão de alimentos é de aproximadamente 2:1 sob temperaturas de 21C, mas aumenta para 8:1 sob temperaturas acima de 38C.</p>
<p>Desta forma, deve-se deixar uma quantidade de água suficiente disponível ao lote. Bebedouros adicionais podem auxiliar na melhor distribuição de água ao lote sob condições de estresse térmico.</p>
<p>Resfriar a água de bebida através de uma maior taxa de renovação da água dos bebedouros tem demonstrado resultados favoráveis na diminuição dos efeitos negativos de estresse térmico. Linhas menores de distribuição de água no interior dos aviários também têm auxiliado na diminuição da temperatura da água de beber.</p>
<p><strong>Conclusões</strong></p>
<p><strong></strong>Conclui-se que a produção de ovos no país ainda é bastante tradicional, sendo conduzida em sua maioria em galpões inadequados.</p>
<p>A ambiência animal vem de encontro à necessidade de melhorar o ambiente de galpões pré-existentes, além de propiciar um manejo mais adequado às necessidades fisiológicas e de conforto das poedeiras e frangos.</p>
<p>A ambiência e bem-estar na avicultura é um assunto novo em relação aos outros segmentos em desenvolvimento como a nutrição e sanidade. Porém, muito já se sabe em relação aos efeitos do estresse térmico na produtividade das aves.</p>
<p>A tendência da avicultura brasileira é a de ampliar seus padrões de produção.</p>
<p>No futuro, para atingir melhores índices de rentabilidade, será necessário à adoção de processos automatizados e de ambientes climatizados nas regiões de clima quente ou durante o verão em todas as regiões.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Por: Patrícia de Sousa &#8211; DSc &#8211; Pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves &#8211; Área de Transferência de Tecnologia.</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>/avicultura/2010/02/11/sistemas-de-controle-do-ambiente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cuidados na localização da granja</title>
		<link>/avicultura/2010/02/11/cuidados-na-localizacao-da-granja/</link>
		<comments>/avicultura/2010/02/11/cuidados-na-localizacao-da-granja/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 02:35:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manejo e Sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[aviário]]></category>
		<category><![CDATA[instrução normativa]]></category>
		<category><![CDATA[localização]]></category>

		<guid isPermaLink="false">/avicultura/?p=475</guid>
		<description><![CDATA[A granja deve estar instalada em local tranqüilo, circunscrita por cercas de segurança para evitar o livre acesso. Deve estar rodeada por árvores não frutíferas, as quais servem de barreira de proteção às dependências do aviário. Na Instrução Normativa n.º 04, do MAPA, estão citadas as distâncias mínimas a serem respeitadas para a localização das<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/02/11/cuidados-na-localizacao-da-granja/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A granja deve estar instalada em local tranqüilo, circunscrita por cercas de segurança para evitar o livre acesso. Deve estar rodeada por árvores não frutíferas, as quais servem de barreira de proteção às dependências do aviário.</p>
<p style="text-align: left; "><img class="size-full wp-image-476 aligncenter" title="bios01" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/bios01.jpg" alt="bios01" width="425" height="284" /></p>
<p style="text-align: left; ">Na Instrução Normativa n.º 04, do MAPA, estão citadas as distâncias mínimas a serem respeitadas para a localização das granjas produtoras de frangos de corte (denominadas de estabelecimentos avícolas de controle eventual).</p>
<p>A recomendação da distância mínima entre granjas é de 2.000m. A distância recomendada entre um aviário e outro é de no mínimo, 100m e entre o aviário e um abatedouro é de 5.000m.</p>
<p><span id="more-475"></span>A critério do médico veterinário oficial, responsável pela produção, essas distâncias mínimas podem ser alteradas em função da topografia e da existência de barreiras naturais, tais como reflorestamentos e matas naturais nas proximidades da granja.</p>
<p>Na construção do aviário deve ser observado que as superfícies interiores dos galpões permitam limpeza e desinfecção adequadas e que as aberturas, como calhas e lanternins, sejam providas de telas para evitar o acesso de outros animais como pássaros, animais silvestres e roedores.</p>
<p>Instalar a portaria junto à cerca que contorna a granja, em uma posição que permita controlar a circulação de pessoas e veículos, assim como o embarque dos animais. Utilizar a portaria como único local de acesso de pessoas à granja. Junto à portaria deve ser instalado o escritório para controlar todos os dados gerados na granja, que servirá para dar suporte administrativo. Nesse local deve existir pelo menos um banheiro para a higiene e troca de roupas da(s) pessoa(s) que entrar(em) na granja.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>/avicultura/2010/02/11/cuidados-na-localizacao-da-granja/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Manejo de Aquecimento X Custos de Produção de Frangos de Corte</title>
		<link>/avicultura/2010/02/11/manejo-de-aquecimento-x-custos-de-producao-de-frangos-de-corte/</link>
		<comments>/avicultura/2010/02/11/manejo-de-aquecimento-x-custos-de-producao-de-frangos-de-corte/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 02:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manejo e Sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[custo de produção]]></category>
		<category><![CDATA[frango de corte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">/avicultura/?p=468</guid>
		<description><![CDATA[O pleno sucesso na criação de frangos de corte, com obtenção de resultados técnicos e econômicos positivos, está relacionado à inúmeros fatores interrelacionados, tais como: manejo, nutrição, sanidade ou mesmo ambientais. Neste contexto, com a proximidade do período de inverno (caracterizado por redução na temperatura média e do fotoperíodo), a manutenção da temperatura dos galpões de<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/02/11/manejo-de-aquecimento-x-custos-de-producao-de-frangos-de-corte/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pleno sucesso na criação de frangos de corte, com obtenção de resultados técnicos e econômicos positivos, está relacionado à inúmeros fatores interrelacionados, tais como: manejo, nutrição, sanidade ou mesmo ambientais. Neste contexto, com a proximidade do período de inverno (caracterizado por redução na temperatura média e do fotoperíodo), a manutenção da temperatura dos galpões de criação dentro da faixa de conforto das aves nos primeiros dias de vida torna-se um dos objetivos mais importantes a serem alcançados.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-470" title="aquecimento2" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/aquecimento2.jpg" alt="aquecimento2" width="307" height="230" /></p>
<p>Na maioria da regiões, para que a temperatura dos galpões nos meses frios esteja na faixa de conforto nas 2 primeiras semanas de idade, faz-se necessário aquecer artificialmente os mesmos, de forma que as aves tenham um bom desenvolvimento corporal, de órgãos e de tecidos vitais. Lotes com bom desempenho e uniformes (ausência de pintos refugos) ao fim da segunda semana de vida, serão candidatos preferenciais a terem bons resultados econômicos e zootécnicos no final da criação.</p>
<p>Entretanto, numa avicultura extremamente competitiva como a atual, toda prática que gere aumento de custos deverá ser melhor entendida, planejada e mesmo re-estudada, tendo sempre como meta o melhor retorno financeiro para a atividade, através da redução dos custos de produção.</p>
<p><span id="more-468"></span>Os gastos com aquecimento por quilo de carne produzido é extremamente variável, pois inúmeros são os fatores que o influenciam. Entre eles temos: peso médio de venda das aves, época do ano (inverno ou verão), microclima, posicionamento e condições dos galpões, altitude e latitude do local de criação, tipo de matriz energética empregada (gás ou lenha), etc.</p>
<p>Na maioria das regiões produtoras de frango do país a queima do GLP, por sua segurança e praticidade, tem sido a fonte de calor mais empregada no aquecimento durante os primeiros dias de criação. Para o Estado do Espírito Santo, nas condições atuais de preço, o gasto com GLP para aquecimento dos galpões no inverno, gira em torno de R$ 0,11 a 0,14 por ave alojada, tornando-o uma importante matéria-prima para o cálculo do custo final de produção.</p>
<p>Entretanto, com a nova política de preços adotada pelo governo para os derivados de petróleo, o GLP vem sofrendo constantes aumentos reais de preço que, somado à crise por que passa o setor de criação de frangos atualmente, tem preocupado cada vez mais os avicultores.</p>
<p><em>Uma dúvida que surge é:</em><em> Como posso reduzir os custos com aquecimento sem comprometer o desenvolvimento das aves?</em></p>
<p>Algumas medidas simples, muitas vezes negligenciadas por todos nós, podem contribuir não só na melhoraria do desempenho zootécnico dos lotes no inverno que se aproxima, como também, reduzir os gastos com aquecimento das aves. Entre elas temos:</p>
<p>1. Manter todas as cortinas em bom estado de conservação, consertando possíveis furos provocados por ratos e/ou pelo uso contínuo. Desta forma o gasto energético tende a ser menor, uma vez que não temos correntes de ar frio no interior das estruturas. No caso de cortinas automáticas o uso de bandores fixos na parte superior das laterais corrige de forma satisfatória falhas no fechamento junto as telhas do galpão.</p>
<p>2. Uso de sobrecortinas – é uma medida de manejo extremamente simples e eficaz, que auxilia o isolamento do galpão das condições climáticas externas desfavoráveis, evitando-se correntes de vento e reduzindo a área interna a ser aquecida, pela formação de túneis dentro da estrutura.</p>
<p>3. Forração dos galpões &#8211; em regiões muito frias e/ou com grandes amplitudes térmicas o uso do forro tem se tornado uma medida altamente eficiente na manutenção da temperatura e na redução dos gastos com aquecimento. O forro não só reduz a área total a ser aquecida, como evita que o ar mais quente suba em direção ao telhado, com perdas de calor por condução e irradiação. No verão ele irá isolar as aves do calor irradiado pelo telhado, melhorando sensivelmente o ambiente interno.</p>
<p>4. Construção de casulos &#8211; nos casos que o uso do forro se tornar impraticável (Ex.: uso de comedouros tubulares), a construção de casulos ou barracas, feitos com material empregado nas cortinas, no interior das estruturas de criação será uma medida extremamente eficaz no controle da temperatura e dos gastos com aquecimento. Com eles, todas as características citadas anteriormente como redução da área a ser aquecida, menor fuga do calor para o telhado, isolamento contra correntes de ar frio, etc., serão conseguidas.</p>
<p>5. Tanques de GLP a granel &#8211; para os casos em que a fonte de energia utilizada for o gás, abastecido por botijas P13, a substituição das mesmas por tanques a granel, realizadas no sistema de comodato pelas companhias (sem onerar o produtor), tem se tornado uma forma de tentar reduzir as perdas, uma vez que a queima do gás contido nas botijas P13 nem sempre é total, quando da troca das mesmas. Por não haver circulação destes vasilhames entre diferentes granjas e criadores, uma outra vantagem é o menor risco sanitário (tomando-se cuidados com os caminhões de abastecimento). Contudo, para que esta medida traga benefícios, o preço do gás a granel praticado pela companhia que detém o monopólio sobre o seu fornecimento, tem que ser compensador.</p>
<p>6. Posicionamento e estado de conservação das campânulas &#8211; campânulas mal conservadas, onde a queima do gás é feita de forma incompleta (presença de chama e fuligem) são uma das maiores causas de desperdício numa criação. Para que o equipamento possa atender as exigências de modo pleno, gerando um máximo de calor num menor consumo, manutenções periódicas destas peças deverão ser estabelecidas e cumpridas a risca. Uma outra forma comum de perda de eficiência se refere a campânulas mal posicionadas nos círculos de proteção (muito próximas as folhas contenção), impedindo que todo o calor gerado possa ser aproveitado pelas aves.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-480" title="aquecimento3" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/02/aquecimento3.jpg" alt="aquecimento3" width="420" height="315" /></p>
<p>7. Aquecedores de ar a lenha &#8211; uma alternativa de economia que tem sido amplamente empregada em algumas regiões é a troca das campânulas a gás por aquecedores de ar movidos a lenha, o que segundo alguns estudos, poderia ser de 70 a 80% do total gasto com GLP. Para que não ocorra perdas na qualidade do aquecimento, as recomendações nestes casos, são que o volume de ar a ser aquecido seja reduzido com uso do forro e a criação das aves em uma parte do galpão (pinteiro) isolado por cortinas internas, o que gera inconvenientes no processo de abertura dos círculos de proteção com o avanço da idade. É interessante destacar que estes valores de economia citados irão variar de região para região, devendo ser bastante estudado pelo criador antes da sua implantação.</p>
<p>Dentre os fatores que devem ser considerados estão: custo inicial do equipamento, custo e disponibilidade desta lenha, armazenamento e transporte da madeira para os galpões, custo da mão-de-obra envolvida no abastecimento e manutenção do aquecimento principalmente durante o período noturno. É esperado, que a implementação das medidas citadas, de forma isolada ou em conjunto, trará bons resultados no processo de redução de custos com o aquecimento, sem ocasionar perdas de desempenho das aves.</p>
<p>Entretanto, em locais em que temos mudanças bruscas de temperatura (principalmente da noite para o dia), devido ao maior isolamento térmico proporcionado por algumas destas medidas (ex.: casulo, sobrecortina, etc.), uma maior atenção deverá ser tomada por parte das pessoas envolvidas no manejo diário da granja, evitando aumentos de temperatura acima da faixa de conforto das aves. Estes quadros momentâneos de hipertermia podem levar a grandes perdas por:</p>
<p>• Aumento da taxa metabólica e da conversão alimentar;<br />
•  Redução no consumo de ração e na taxa de crescimento;<br />
•  Desidratação;<br />
•  Estimulo a muda sazonal das penas, com perda precoce é irreversível das plúmulas. A piora no desempenho inicial se dará pela menor capacidade da ave de suportar as oscilações térmicas que virão com queda da temperatura noturna;<br />
•  Morte.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Fonte: Universidade de Viçosa</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;"><br />
</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>/avicultura/2010/02/11/manejo-de-aquecimento-x-custos-de-producao-de-frangos-de-corte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
